segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Histórias reais e imaginárias das companhias ferroviárias do Brasil 3 (i). Jonas AXS - JAXS.




Esse arquivo registra os acontecimentos da história das ferrovias do Brasil e o progresso que elas trouxeram para o país. Algumas companhias existiram e outras fui eu que criei. Já as que existiram tiveram modificações, como datas, acontecimentos e bitolas, mas também tem as partes reais que aconteceram.


Estrada de Ferro Amapá

Fundação: 1954.

Bitola: 1,435 mm.

Transporte: Ferroviário, minério e passageiros.

Sedes: Macapá, Brasil.

Locais: Amapá, Brasil.


Mapa da Estrada de Ferro Amapá.

Em 1947 a Empresa Industrial e Comércio de Minério S.A – ICOMI venceu a licitação para exploração do manganês na Serra do Navio, no Território Federal do Amapá.

 Em 1950 a empresa estadunidense Bethlehem Steel Company, se tornou sócia com 49% do empreendimento, sob a alegação que o projeto carecia de maiores investimentos e conhecimentos técnicos. A ferrovia começou a ser construída na primeira fase em março de 1954 a janeiro de 1957, ligando o porto de Santana e Macapá até a Serra do Navio com bitola de 1,435 mm. O trajeto de Santana a Serra do Navio ficou conhecido como ramal Amapá.

Construção da ferrovia no Amapá em 1955.




Estavam em estudos a expansão da ferrovia de Porto Grande a Oiapoque, na fronteira com a Guiana Oriental ou Francesa, o trajeto foi construído de 1954 a 1962 fazendo a conexão com Caiena capital da Guiana Oriental, Paramaribo capital da Guiana Central (ex território da Holanda) atual Suriname e Georgetown capital da Guiana Ocidental (ex território do Reino Unido) atual Guiana.

Existia uma ideia de expandir a ferrovia para a Nova Guiana, Roraima e Rio Negro, mas nunca foi aprovada a expansão, apesar que também pretendiam iniciar outras extrações no Amapá e Nova Guiana. Mas nunca foi feito.

Atualmente a Amazônia Norte continua desenvolvendo a economia e investindo na preservação da Amazônia no Brasil e Colômbia, transportando mercadorias, combustível e passageiros.

Trem da Estrada de Ferro Amapá, 2007.


Estrada de Ferro Trombetas.

Ano de fundação: 2006 - presente.

Bitola: 1,000.

Transporte: Minério.

Operadora: Mineração Rio do Norte.

Local: Brasil.

Área: Nova Guiana.

Estrada de Ferro Trombetas é uma ferrovia de uso industrial, pertencente à Mineração Rio do Norte (MRN), operando no estado do Pará transportando bauxita.

História

A descoberta da primeira reserva comercial de bauxita de Trombetas foi feita em 1967 pelo geólogo Igor Mousasticoshvily, nos platôs do Saracá, sob direção da canadense Alcan.

No mesmo ano, foi criada a Mineração Rio do Norte, uma sociedade entre a Vale do Rio Doce e a Alcan.

Em 1978, foi editado Decreto de outorga de concessão n.º 81.889, de 5/7/78, à Empresa Mineração Rio do Norte S.A., com o direito de construção, uso e gozo de uma estrada de ferro, ligando as minas de bauxita de Serra do Saracá, município de Porto Trombetas (NG).

A estrada de ferro tem cunho industrial. O primeiro embarque de bauxita com destino às fábricas da Alcan no Canadá ocorreu em 1979, ano de em que foi iniciada a operação na ferrovia. A partir de 1984, a MRN começou a fornecer bauxita para a Alumar, subsidiária da Alcoa, em São Luís (MA).

Em 1995, foi inaugurada a Alunorte, que também recebe bauxita de Trombetas.

Em 2023, a Vale vendeu os 40% da participação que detinha na Mineração Rio do Norte (MRN) para a Ananke Alumina, uma empresa afiliada à Norsk Hydro ASA (Hydro).

Após o processo de extração e beneficiamento, a bauxita é transportada da mina até o porto, ao longo de uma ferrovia de 28 km. Na operação, são utilizados trens de 46 vagões.

 

Estrada de Ferro Vitória a Minas. Jonas Alexandre Xerém da Silva – JAXS.

Fundação: 1854-Presente.

Bitola: 1,000 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Vitória, ES.

Local: Brasil.

Áreas: Espírito Santo, Minas Gerais e Minas do Norte.

Por volta dos anos 1830, foi criado um projeto de uma ferrovia para ligar Vitória (ES) a Ouro Preto (MG), e para transportar o minério de ferro em Itabira, e com o objetivo de expandir a malha no norte de Minas Gerais. Em 1854 foi criada a Estrada de Ferro Vitória Minas, e no mesmo ano iniciou-se a construção da linha de Vitória a Colatina, tendo sua conclusão em 1856.

Em 1857 iniciou-se a construção da linha de Colatina no Espírito Santo, Figueira (atual Governador Valadares) e Ouro Preto em Minas Gerais, no paralelo com o Rio Doce, tendo sua conclusão em 1866. No mesmo foram construídas as linhas de Itabira e Sabará em Minas Gerais e foi iniciada a exploração do minério de ferro. Em 1867 foram abertas as obras da linha de Entronco (atual João Neiva) no Espírito Santo á Caravelas em Minas Gerais, passando em Linhares (ES) no sentido norte-sul, sendo finalizada em 1870.

Em 1871 iniciou-se a construção da linha de Bom Sucesso do Leste á Figueira, (atual Governador Valadares) em Minas Gerais, tendo sua conclusão em 1875.

Em 1897, a companhia estendeu a malha a Belo Horizonte, que naquele ano se tornou a nova capital de Minas Gerais. Em 1899 foram abertas as obras da linha de Inocêncio e Lobato á Corinto em Minas Gerais, sendo concluída em 1904. Em 1909 foram iniciadas as obras da linha de São Pedro do Suaçuí em Minas Gerais á Glaucilândia em Minas do Norte, passando em Itamarandiba em Minas gerais, sendo finalizada em 1915.

A Segunda Guerra Mundial também provocou atrasos nas obras e em 1942, é criada a Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.), a partir dos chamados Acordos de Washington. Países como Reino Unido e Estados Unidos se tornariam compradores do minério e auxiliariam na siderurgia e o Brasil ficaria responsável pela manutenção da EFVM, encarregado do transporte do minério para exportação. Com isso, várias modificações foram feitas no traçado, como a remodelação do trecho entre Vitória e Colatina, no Espírito Santo, e a introdução das primeiras locomotivas a diesel, na década de 1950, que substituíram toda a frota de locomotivas a vapor. Entre 1971 e 1977 a linha foi duplicada. Em 1997, a C.V.R.D conseguiu adquirir parte da antiga Estrada de Ferro Bahia e Minas até Araçuaí e Minas do Norte e até Caravelas em Minas Gerais.

A EFVM é uma das duas ferrovias brasileiras a manter o transporte contínuo de passageiros, com cerca de 3 mil usuários diariamente, o que lhe confere certa importância turística. Juntamente com a Estrada de Ferro Carajás (ParáMaranhão), é uma das últimas ferrovias a realizarem este serviço em longa distância, mantendo um total de 30 estações de embarque e desembarque em 42 municípios atendidos ao longo dos 664 quilômetros percorridos pelo trem de passageiros, transportando uma média de cerca de 1 milhão de passageiros ao ano, segundo informações de 2014.


Ferroeste.

Ano de Fundação: 1988 - presente.

Bitola: 1,000 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Curitiba, PR.

Local: Brasil.

Área: Paraná. 

A Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A, ou Ferroeste, é uma empresa ferroviária estatal brasileira criada em 15 de março de 1988, onde o governo paranaense ofereceu 5 bilhões R$ para a Rede Ferroviária Federal S.A e conseguiu adquirir parte das ferrovias do Paraná. Atualmente está no ranking das 500 maiores empresas do Sul do Brasil e entre as 100 maiores do Paraná.

Seu centro de operações está localizado em Cascavel, nas margens da rodovia BR-277, e comporta vários terminais privados, como o da Cotriguaçu, bem como o Porto Seco de Cascavel.

Sua linha férrea liga os municípios de Cascavel a Guarapuava, onde se une à malha ferroviária da Rumo Logística, por meio da qual faz a conexão ao Porto de Paranaguá, no litoral do Estado do Paraná.

Em 2020, a Ferroeste foi qualificada para o Programa de Parcerias do Governo Federal, tendo em vista sua desestatização. O plano é conceder a empresa para a iniciativa privada e construir um trecho entre Guarapuava e Paranaguá e outro entre Cascavel e Maracaju, além de três ramais entre Cascavel e Foz do Iguaçu, Cascavel e Chapecó e Maracaju e Dourados, autorizados em 2021 pela ANTT. A previsão é de um investimento de 29 bilhões de reais.

 

Ferrovia Centro Atlântica (V.L.I). 

Ano de fundação: 1996 - presente.

Bitolas: 1,000 mm, 1,600 mm e mista.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Belo Horizonte, MG.

Local: Brasil.

Áreas: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Triângulo, Espírito Santo, Minas do Norte, Ilhéus, Bahia, Sergipe, Alagoas, São Francisco, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Novo Paraguai e Mato Grosso do Sul.

A Ferrovia Centro Atlântica, mais conhecida como FCA, é uma concessionária de ferrovias que opera parte da malha privatizada da RFFSA, composta das seguintes superintendências regionais: SR-2 com sede em Belo Horizonte; SR-8 com sede em Campos dos Goytacazes; e SR7, com sede em Salvador. Através de negociação com a Ferroban, assumiu parte da Malha Paulista da antiga Fepasa. Foi criada no dia 1 de setembro de 1996 e atualmente pertence a VLI Multimodal.

História

Oriunda da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), a FCA foi criada a partir do Programa Nacional de Desestatização. Entre 2003 e 2011, a FCA fez parte do Grupo Vale e de 2011 em diante passou a fazer parte da VLI.

 

Cronologia

1992

A RFFSA é incluída no Programa Nacional de Desestatização do governo federal.

1996

Surge a FCA, com a operação do trecho correspondente à antiga Malha Centro-Leste Brasileira (7.080 km de trilhos em bitola métrica e mista): SR2 (Belo Horizonte), SR7 (Salvador) e SR8 (Campos).

1998

Em um acordo no processo de concessão da Malha Paulista (antiga Fepasa), vencido pela Ferroban, o trecho entre Campinas (SP) e Uberlândia (MG) que faz parte do Corredor de Exportação Araguari-Santos, passa para o controle da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

1999

Alteração no grupo de controle da FCA. A Companhia Vale do Rio Doce (VALE) adquire um percentual do controle acionário da empresa. A Companhia Siderúrgica Nacional também é acionista.

2003

Ocorreu em 2003 a saída da CVRD do bloco de controle da CFN, através de troca de ações com a CSN envolvendo a Ferrovia Centro-Atlântica e o TECON. Essa troca acionaria foi aprovada pelo CADE em 2006.

2008

Lançamento da nova logomarca da FCA.

 2010

Início das obras da linha de Santo Antônio de Jesus na Bahia á Cabrobó no Pernambuco, e concluída em 2012.

 

2011

Criação da VLI Logística, reunindo todos os ativos de logística da Vale.

2014

Em abril 2014 a Vale concluiu a venda de 20% e 15,9% da VLI para, respectivamente, Mitsui e FI-FGTS.[5] Em agosto foi a vez da Brookfield Asset Management arrematar 26,5% da VLI, tirando a Vale do controle da mesma.[6] Deste ponto em diante a empresa passou a criar cultura própria e seu próprio sistema de governança.

2019

Em novembro de 2019, a VLI faz acordo extrajudicial com o Ministério Público Federal (MPF), em que se compromete a pagar R$ 1,2 bilhão em indenização aos cofres do Tesouro Nacional, pelo período de cinco anos, como compensação pelos danos causados pelo descumprimento de cláusulas contratuais em contratos de concessão pública ferroviária que a FCA celebrou com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

2021

Relatório da ANTT classifica a administração da FCA pela VLI Multimodal S.A, concessionária que gerencia esta ferrovia desde 1996, como um “prejuízo à coisa pública”, pois ela concentrou 90% da sua operação em somente 2.341 km dos 7.094 km totais da ferrovia e estaria reduzindo a cada ano a quantidade de seus clientes regulares.

2024

A FCA movimentou 32,5 milhões de toneladas, em especial minério de ferro (7,1 milhões), açúcar (6,9 milhões), soja (6,3 milhões), calcário (1,7 milhão), fertilizantes (1,5 milhão), bauxita (1,3 milhão), milho (1,1 milhão), enxofre (811 mil), Areia (621 mil), ferro gusa (571 mil), celulose (495 mil), farelo de soja (463 mil) clínquer (433 mil), dolomita (365 mil), cromita (318 mil), contêineres (315 mil), magnesita (275 mil), combustíveis (240 mil), dentre outras cargas.

Projeto Litorânea Sul

O outro grande projeto é o da construção da Variante Ferroviária Litorânea Sul (VFLS), que prevê uma nova ferrovia entre Cariacica e Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, com 165 quilômetros de extensão e com um ramal que dá acesso ao polo industrial e de serviços de Anchieta. O novo trecho vai substituir o trecho ferroviário acidentado entre as duas cidades pelo interior capixaba.

Em 2007, a FCA aplicou recursos no projeto básico de engenharia e deu início ao processo de licenciamento ambiental. Em novembro, oito audiências públicas foram organizadas para que se conseguisse a anuência das populações das 11 cidades que serão cortadas pelo novo trecho ferroviário. Foi a primeira etapa de licenciamento ambiental da obra.

 

 Ferrovia Tereza Cristina.

Ano de Fundação: 1997 - presente.

Bitola: 1,000 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Tubarão, SC.

Local: Brasil.

Áreas: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

A Ferrovia Tereza Cristina S/A, também chamada FTC, é uma empresa concessionária de ferrovias, situada no estado de Santa Catarina.

A empresa opera a via EF-488 desde 1º de fevereiro de 1997, antiga Estrada de Ferro Donna Thereza Christina. Esta via foi projetada para o transporte de carvão mineral entre a então localidade de Minas (hoje Lauro Müller) e o porto de Imbituba. É o menor corredor ferroviário brasileiro. Sua linha é integrada com a malha nacional isolada, não sendo interligada ao restante da malha nacional, com quilômetros de extensão. Serve para abastecimento da Usina Termelétrica Jorge Lacerda na época da Eletrosul passando depois para a Tractebel Energia. Foi nomeada em homenagem à última Imperatriz do Brasil, Dona Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II.


Ferrovias Transnordestina Logística.

Ano de fundação: 1997 - presente.

Bitolas: 1,000 mm, 1,600 mm e mista.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Fortaleza, CE.

Local: Brasil.

Áreas: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, São Francisco, Piauí, Maranhão, Tocantins, Carajás e Pará.

A Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) é uma empresa brasileira de logística, controlada pelo Grupo CSN. A empresa opera ferrovias em bitola métrica com 1.190 km de extensão, que ligam os portos de Itaqui (São Luís/MA), Pecém (São Gonçalo do Amarante/CE) e Mucuripe (Fortaleza/CE), na Região Nordeste do Brasil.

A companhia foi criada a partir da cisão da Transnordestina Logística S/A em 29 de outubro de 2012[2] e aprovada em 22 de fevereiro de 2013, a partir da Resolução nº 4042[3] da ANTT. Administra desde então, a chamada Malha I que compreende os trechos em bitola métrica de São Luís a Mucuripe, Arrojado a Recife, Itabaiana a Cabedelo e Paula Cavalcante a Macau.

Em 18 de julho de 1997, foi realizado o leilão de privatização da Malha Nordeste da Rede Ferroviária Federal, composta das seguintes superintendências regionais: SR-1 (Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte), SR-11 (Ceará) e SR-12 (Piauí e Maranhão). A rede possuía uma malha ferroviária de 4 238 quilômetros, que se estendiam pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, até o município de Propriá, em Sergipe. O único trecho em operação atualmente fica localizado entre o Maranhão e o Ceará.

O consórcio vencedor arrematou a Malha Nordeste por R$ 15,7 milhões e era formado inicialmente por Vale (20%), CSN (20%), Taquari Participações (40%) e Bradesco (20%) e foi criada a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).

Ocorreu em 2003 a saída da CVRD do bloco de controle da CFN, através de troca de ações com a CSN envolvendo a Ferrovia Centro-Atlântica e o TECON.[7] Essa troca acionaria foi aprovada pelo CADE em 2006.  No mesmo ano iniciaram as obras da linha de Suape no Pernambuco á Parauapebas no Carajás, passando em Estreito no Maranhão, e Eliseu Martins no Piauí, e de Pecém no Ceará á Cabrobó no Pernambuco, sendo concluídas em 2013. Foi construído terceiro trilho de Pecém (CE) á Cabrobó (PE) e de Recife á Palmares (PE). A linha entre Balsas e Estreito no Maranhão foi convertida para a bitola de 1,600 mm.

Em 2008, a razão social da CFN (Companhia Ferroviária do Nordeste S/A) mudou para Transnordestina Logística S/A (TLSA).

A VALEC torna-se acionista da TLSA em 2011.

É iniciado em 2012 o processo de cisão parcial da TLSA, visando segregar a concessão da antiga malha ferroviária da RFFSA da concessão da Nova Transnordestina que está em construção. Em 2013 ocorre a cisão da Transnordestina Logística S/A, sendo criada a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) responsável pela operação das linhas de bitola métrica no Nordeste.

Em agosto de 2024, FTL e CSN manifestaram a intenção de renovação antecipada da concessão por 35 anos, com devolução à União de 3.020 quilômetros (km). No futuro, as demais linhas de bitola estreita serão convertidas para a bitola larga com o objetivo de melhorar ainda mais a integração e aumentar a velocidade dos trens. 



 Malha Regional Sudeste.

Ano de fundação: 1996 - presente.

Bitolas: 1,000 mm, 1,600 mm e mista.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Juíz de Fora, MG.

Local: Brasil.

Área: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

MRS Logística (B3: MRSA3B, MRSA5B, MRSA6B ) é uma empresa brasileira de logística e transporte ferroviário. É a atual concessionária da chamada Malha Regional Sudeste (daí a origem do nome da empresa, usando as iniciais que também fazem referência aos três estados onde a rede atua) da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), que era composta pelas Superintendências Regionais SR3 (sediada em Juiz de Fora) e SR4 (sediada em São Paulo).

História

A empresa foi constituída em agosto de 1996 como Consórcio MRS Logística, grupo liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), além de outras empresas. Assumiu a concessão no dia 1 de dezembro do mesmo ano da Malha Regional Sudeste da RFFSA, após a obtenção por concessão dos direitos adquiridos através do leilão de privatização, realizado em 20 de setembro de 1996, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 888,9 milhões. A concessão correspondia então a um trecho de 1.674 km por um período de 30 anos.

Os trechos que foram concedidos para a exploração do transporte ferroviário de cargas, são aqueles que pertenceram às antigas ferrovias, Estrada de Ferro Central do Brasil, nas linhas que ligam Rio de Janeiro a São Paulo e a Belo Horizonte, bem como a Ferrovia do Aço e aqueles pertencentes à Estrada de Ferro Santos-Jundiaí excluídas, em ambos os casos, as linhas metropolitanas de transporte de passageiros no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Suas linhas abrangem a mais desenvolvida região do país interligando as cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de se constituir no sistema que une os maiores centros consumidores e produtores do país, as linhas da MRS se constituem no acesso ferroviário a importantes portos brasileiros: Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos, além de atender ao terminal privativo de embarque de minério de ferro de propriedade da MBR, na Ilha de Guaíba, na Baía de Angra dos Reis.

Em 2022, foi renovada a concessão da companhia até 2056, com a contrapartida de cerca de R$ 10 bilhões em investimentos.

 

 Novo Noroeste Brasileiro.

Ano de fundação: 1948- presente.

Bitolas: 1,435 mm e 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Manaus, AM.

Local: Brasil.

Áreas: Amazonas Granrrios, Madeira, Purus, Acre, Solimões, Rio Negro e Roraima.

Nos anos 1840 estava em projeto uma ferrovia para conectar Manaus, que na época fazia parte do Grão Pará ao Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Mas naquela época seria impossível construí-la na densa floresta amazônica, e também levaria muito tempo de construção.  Passaram-se os muitos anos até a década de 1940, quando foram feitos novos estudos entre Manaus no Amazonas e Porto Velho no território do Guaporé (atual estado de Rondônia), e então o traçado foi definido e aprovado em 1945. Somente então foi criada a Novo Noroeste Brasileiro em 1948, e no mesmo iniciaram as obras da linha Lábrea no antigo território de Purus á Humaitá antigo território do Madeira e Manaus no estado do Amazonas sentido norte sul, sendo concluída em 1954. Na época foi construída a mega ponte sobre o Rio Amazonas, construída por engenheiros da Grandirsvânia, de 1948 á 1953. Foram construídos também os ramais de Coari capital do Purus e Manicoré capital do Madeira. Durante as obras, funcionários da N.N.B foram á área indígena Waimiri Atroari com o objetivo de convencê-los á deixar construir a ferrovia em suas terras. No começo não foi uma tarefa fácil, depois de dois de diálogo, os indígenas permitiram a construção da ferrovia. Assim o traçado foi criado e definido. Em 1955 deram início ás obras da linha de Manaus no Amazonas á Caracaraí no antigo território de Rio Branco (atual estado de Roraima) no sentido norte sul, tendo sua conclusão em 1959. Em 1958 a N.N.R adquiriu a Estrada de Ferro Rio Branco, e iniciaram a construção do terceiro trilho entre Caracaraí e Rio Branco no território do Rio Branco.

Em 1960 foram abertas as obras da linha de Manaus e Anveres no Amazonas á Santa Isabel no antigo território do Rio Negro no sentido norte sul, passando em Barcelos (RI). Sendo finalizada em 1964. Na época foram construídas as pontes sobre os rios Amazonas e Rio Negro no estado do Amazonas. Em 1965 foi construído o ramal de Missão Catrimani no território do Rio Branco, que naquele ano passou a se chamar Roraima. Em 1968 iniciaram as obras da linha de Manacapuru no Amazonas á Tabatinga no Solimões no sentido leste oeste, passando em Tefé no Purus, sendo concluída em 1973. Em 1974 deram início á construção da linha de Manaus no Amazonas á Itaituba no Granrrios no sentido leste oeste, passando em Maués (AM), tendo sua conclusão em 1978.  No mesmo ano construíram o ramal de Parintins no Amazonas. Em 1980 foram abertas as obras da linha de Missão Catrimani em Roraima á Novo Uaupés no Rio Negro no sentido leste oeste, passando em Santa Isabel (RI), sendo finalizada em 1984. No mesmo ano foi construído o ramal de Pitinga no Amazonas devido á mineração ali. Em 1985 deram início ás obras da linha de Cucuí no Rio Negro á Assis Brasil no Acre no sentido norte sul, passando em Tabatinga no Solimões e Feijó no Acre com a bitola de 1,435 mm e a bitola mista entre Santo Antônio do Içá e Tabatinga, tendo sua conclusão em 1989. A Novo Noroeste Brasileiro foi e continua sendo fundamental para o crescimento do norte e noroeste do Brasil, pois partes de sua malha permite o acesso á municípios e outros locais de longas distâncias onde não existem rodovias. A empresa possuí os trens da saúde e justiça itinerante, atendendo milhares de pessoas, e também investe no meio ambiente e cultura.

 

Pacitlântico.

Bitolas: 1,435 mm e 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sedes: Rio de Janeiro (RJ) e Tumaco, Colômbia.

Locais: Brasil e Colômbia.

Áreas do Brasil: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Triângulo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Novo Paraguai, Rondônia, Purus e Solimões.

Áreas da Colômbia: Nariño, Putumayo, Amazonas e Vaupés.

 

Mapa das ferrovias da Pacitlântico no Brasil.


Mapa da Pacitlântico na Colômbia.

Por volta do final dos anos 1830, a Colômbia planejava uma ferrovia de Tumaco no oceano Pacífico até o rio Putumayo e futuramente com o Brasil. Em 1841, os colombianos se reuniram com os brasileiros no Rio de Janeiro e apresentaram o projeto de ligar Tumaco ao Rio de Janeiro, mas os brasileiros não tiveram muito se interessaram pelo projeto, porque já tinham planos de outras ferrovias. Na época, os grandirsvânicos estavam no Brasil e demostraram interesse no projeto colombiano. Foi então que a Grandirsvânia propôs ao governo imperial em construir a ferrovia. Então, nos anos 1850, o traçado da ferrovia foi estudado e planejado, e ponto de início seria em Campos dos Goytacazes, pretendia fazer a partir da cidade do Rio de Janeiro, mas já existia, projetos ali. Em 1853 o projeto foi concluído, e em 1854 foi criada a Companhia de Estradas de Ferro Pacitlântico, com o objetivo de no futuro ligar o litoral Atlântico do Brasil e o litoral Pacífico da Colômbia. Atravessar a Amazônia seria um grande desafio, mas foram utilizadas as hidrovias do Brasil para a construção da ferrovia.

Na Colômbia foi construída a linha de Tumaco a Puerto Asís nas margens do rio Putumayo de 1869 a 1876, obra também construída pela Grandirsvânia.

Em 1855 iniciou-se a construção da linha de Campos dos Goytacazes á Forte Guaporé no Mato Grosso no sentido leste oeste, e de Porto Araguaia (atual Aruanã) na província de Goiás. Quando a ferrovia chegou em Itapirapuã a construção dividiu-se em dois rumos, um sentido a Minas Gerais e outro para Mato Grosso, e também escolheram Barra do Garças como outro ponto de construção da ferrovia sentido oeste.

Em 1864 a ligação entre Minas e Goiás foi concluída quando chegou no município de Catalã. Outro ponto das obras foi em Barra do Garças que foi divido no sentido leste e oeste. Em outubro de 1866, a ligação entre Goiás e Mato Grosso foi concluída, e no mesmo ano foi inaugurada essa grande ligação do litoral do Rio de Janeiro as hidrovias dos rios Araguaia, Teles Pires e Guaporé. Em 1866 foram abertas as obras da linha de Porto Araguaia á Palmeiras (atual Palmeiras de Goiás, passando em Goiás, antiga capital da província com o mesmo nome, sendo concluída em 1868.

Em 1869, a companhia iniciou a construção da linha de Pitangui á Barra do Paraopeba em Minas Gerais, sendo finalizada em 1870. de Goiás (município) a Taguatinga (hoje no Distrito Federal), sendo finalizada em 1876. Foi construída também a linha de Valença na província do Rio de Janeiro em 1875.

Em 1890 iniciou-se a construção da linha de Rio Paranaíba no Triângulo á Itumbiara em Goiás, passando em Uberlândia capital do estado, sendo concluída em 1896.

Em 1907, iniciou-se a construção da linha de Comodoro no Mato Grosso (hoje no Novo Paraguai) a Santo Antônio da Madeira (atual Porto Velho. Nessa época o engenheiro militar e sertanista Cândido Mariano da Silva Rondon construiu a linha de telégrafo junto com a ferrovia para se conectar com Peru e Bolívia.

Em 1915 as obras da linha de Comodoro a Porto Velho foram concluídas e se conectando com a ferrovia Trans Amazônica. Em 1921 iniciaram a construção da linha de Porto Velho a Lábrea no sentido norte sul tendo sua conclusão em 1924. Os planos de construir a ferrovia para a Colômbia continuavam em estudos, mas não tinham a previsão de quando seria executado. Somente em 1950 o Brasil e a Colômbia iniciaram as obras da conexão entre os dois países. No Brasil construíram de Lábrea no estado do Purus a Benjamin Constant capital do Solimões, e na Colômbia de Puerto Asís a Letícia no sentido leste oeste. Em 1955 a ferrovia foi concluída e inaugurada pelos presidentes Juscelino Kubitschek do Brasil e Gustavo Rojas Pinilla da Colômbia ligando o Atlântico ao Pacífico com a mesma bitola, de 1,600 mm. Em 1957 deram início á construção da linha de Campo Alegre de Goiás (GO) á Brasília, que na época estava em construção, sendo concluída em 1958.

Em 1969, o governo colombiano iniciou a construção da linha de Tarapacá a Mitú para se conectar com a Amazônia Norte com a bitola de 1,435 mm, e a concluiu em 1972. Em 1983, foram abertas as obras da linha de Pimenta Bueno a Costa Marques em Rondônia, passando em Rolim de Moura (RO), sendo concluída em 1986, permitindo uma nova ligação com o Peru pelo norte da Bolívia, sendo a linha de Costa Marques a Puerto Maldonado no Peru com bitola mista de 1,435 mm e 1,600 mm.

Atualmente a empresa tem seu papel importante no crescimento do Brasil e da Colômbia.


Rede Ferroviária Rondon.

Ano de fundação: 1941-presente.

Bitola: 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Tangará da Serra, NP.

Local: Brasil.

Áreas: Novo Paraguai, Mato Grosso, Desbravadouro, Rondônia e Madeira.

A ferrovia foi planejada em 1938 com o objetivo de ligar o Mato Grosso direto com o Amazonas, e seu traçado estacam em estudos. Em 1941 foi criada a Rede Ferroviária Rondon, e no mesmo ano o governo do Mato Grosso iniciou a construção da linha de Diamantino no Mato Grosso á Porto Desbravador no antigo território do Desbravadouro, tendo sua conclusão em 1945. Somente em 1969, os governos do Novo Paraguai, Desbravadouro, Rondônia e Madeira se uniram e investiram na expansão da ferrovia1972 iniciaram as obras da linha de Porto Desbravador em Desbravadouro á Manicoré no antigo território do Madeira no sentido norte sul, passando em Colniza (DE), sendo concluída em 1975. Em 1985 deram início ás obras das linhas de Alta Floresta á Cotriguaçu no Desbravadouro, e de Colniza (DE) á São Pedro D’Oeste em Rondônia no sentido leste oeste, sendo finalizadas em 1987.  Atualmente, a R.F.R impulsiona a economia brasileira, investindo na cultura e meio ambiente.


Rumo Logística.

Fundação: 2008.

Bitolas: 1,000 mm e 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Curitiba, PR.

Local: Brasil.

Áreas: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Triângulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Xingu, Desbravadouro e Granrrios.

A Rumo é a maior operadora privada de ferrovias de carga do país. Conectando regiões produtoras aos principais portos brasileiros, a companhia transporta grãos, biocombustíveis, açúcar, minérios, celulose, contêineres e bens de consumo, com soluções logísticas eficientes, competitivas e de baixo carbono.

Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, a Rumo é a única empresa brasileira do setor de logística a compor duas carteiras – World e Emerging Markets – do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), além de compor a carteira do ISE B3, a principal referência no país em reconhecer companhias com as melhores práticas de sustentabilidade

A empresa antecessora, a América Latina Logística, foi fundada como Ferrovia Sul Atlântico em 1997 e tem sede em Indaiatuba - SP. Após um processo de privatização, passou a operar linhas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Iniciou suas operações no estado de São Paulo em 1998 e, posteriormente (2001), adquiriu a Delara Ltda., empresa brasileira de logística que também atuava na Argentina, Chile e Uruguai. As operações foram estendidas para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul por meio de aquisição em 2006. Há conexões com as malhas ferroviárias de bitola padrão do Paraguai e Uruguai e com a ferrovia de bitola estreita 1 000 mm (3 ft 3+38 in)

Em 4 de junho de 2013, o governo argentino cancelou as concessões da ALL devido a violações contratuais por não investir e acumular multas no valor de 30 por cento da concessão. O chefe da Trenes Especiales Argentinos, que operava serviços de passageiros na Ferrovia General Urquiza, apoiou publicamente a decisão, alegando que a ALL era responsável pela deterioração da rede de bitola padrão.

Em 2014, a ALL se fundiu com a Rumo (do conglomerado brasileiro Cosan) para formar uma empresa avaliada em R$ 11 bilhões.

Em 2022 a Rumo deu início a construção da ferrovia de Rondonópolis á Lucas do Rio Verde no Mato Grosso com 743 km de extensão e conta com investimentos de R$ 5 bilhões.

  

 Trans Amazônica.


Fundação: 1907.

Bitolas: 1,435 mm e 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Porto Velho, Rondônia.

Local: Brasil.

Áreas: Acre, Purus, Rondônia, Madeira, Granrrios, Nova Guiana e Amapá.

A ideia da ferrovia nasceu na Bolívia, em 1846, quando o engenheiro boliviano José Augustin Palácios convenceu as autoridades locais de que a melhor saída de seu país para o oceano Atlântico seria pela bacia Amazônica. O pensamento do engenheiro justificava-se na dificuldade para transpor a cordilheira dos Andes e na distância do oceano Pacífico dos mercados da Europa e dos EUA. Foi então, em 1851, que o governo dos Estados Unidos - interessado na melhor saída para a importação de seus produtos - contratou o tenente Lardner Gibbon para estudar a viabilidade do empreendimento via rio Amazonas. Em 1852, Gibbon concluiu o trajeto Bolívia-Belém, descendo pelo lado boliviano os rios Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas, ratificando a ideia do Palácios, quando demonstrou que uma viagem dos Estados Unidos para La Paz pelo caminho dos rios amazônicos, com o advento de uma ferrovia margeando as cachoeiras do rio Madeira, demoraria 59 dias, contra os 180 dias pelo Oceano Pacífico que, além da distância, somava a dificuldade de contornar o Cabo Horn.

Posteriormente, por efeito da assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), no contexto do ciclo da borracha e da Questão do Acre com a Bolívia que conferiu ao Brasil a posse deste estado, iniciou-se a implantação da Trans Amazônica que ficou conhecida no Brasil de Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era vencer o trecho encachoeirado do rio Madeira, para facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, até um ponto onde pudesse ser embarcada para exportação, no caso Porto Velho, de onde as mercadorias seguiam por via fluvial, pelo mesmo rio Madeira e, então, pelo rio Amazonas até o Oceano Atlântico. Anteriormente, esses produtos eram transportados com precariedade em canoas indígenas.

No início de 1907, o contrato para a construção da ferrovia foi encampado pelo empreendedor estadunidense Percival Farquhar.

O último trecho da ferrovia foi finalmente concluído em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data. Em 1 de agosto, foi feita a ligação do Brasil e Bolívia.

Em 1921 iniciou-se a construção da linha de Abunã em Mato Grosso (hoje em Rondônia) a Rio Branco capital do Acre e Assis Brasil no sentido leste oeste tendo sua conclusão em 1927. Anos depois, em 1933 a companhia deu início a construção do trecho de Brasiléia á Assis Brasil e o concluiu em 1938 fazendo a conexão com o Peru.

Em 1940 foi iniciada a construção da linha de Porto Velho a Humaitá no Amazonas (hoje no estado do Madeira) tendo sua conclusão em 1942. Nos anos 1950 foi criado o novo traçado de Humaitá a Macapá no território do Amapá passando por Itaituba no território de Granrrios e Santarém no território de Nova Guiana com grandes travessias nos rios Madeira, Tapajós e Amazonas.

Em 1956 foram abertas as obras da linha de Rio Branco a Boqueirão do Esperança no Acre, passando por Feijó, no paralelo com a BR-29 (atual BR-364), sedo concluída em 1960, fazendo uma nova conexão com o Peru direto a Lima e Callao nesse país.

Somente em 1968 iniciou-se a construção dessa linha juntamente a uma parte da rodovia BR 230 de Humaitá no Madeira a Macapá no Amapá e Altamira em Granrrios. Foi construída uma ponte rodo ferroviária no rio Amazonas em Santarém para atender a rodovia BR-163. Em 1974 a ferrovia Trans Amazônica foi concluída permitindo a ligação de Macapá no oceano Atlântico com a malha da Bolívia, que possui a bitola de 1,000 mm.

Em 1979 foram construídos os ramais de Jari no território da Nova Guiana para o transporte de madeira em um percurso de 68 km sendo que o planejado era de 220 km.

Em 1980 foram abertas as obras da linha de Santarém a Tumucumaque na Nova Guiana, sendo concluída em 1986, se conectando com o Suriname, e de Santarém a Uruará em Granrrios, sendo finalizada em 1983.  Em 1981 foi construído o terceiro trilho da bitola de 1,435 mm de Rio Branco á Feijó no Acre.

Atualmente a Trans Amazônica é responsável pela economia brasileira, investindo em melhorias, meio ambiente e cultura. Inclusive a empresa possui trens da saúde e justiça itinerante para atender ás pessoas.


Se você gostou e quiser doar qualquer valor para apoiar meu trabalho será bem-vindo. Deus te abençoe e proteja.

Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.


 



 

 

 

 

 

 

 






 

















 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Destroço do extinto planeta Krypton passará próximo da Terra (i). Jonas Alexandre Xerém da Silva – JAXS.


Com passar dos milênios, vários cometas e asteroides passaram próximo do nosso planeta, e outros caíram aqui. E alguns acreditam na futura invasão dos Aliens. Mas creio que eles não querem perder tempo em fazer isso. Em 2022, astrônomos da NASA descobriram um cometa verde a milhões de distância vindo em direção do nosso planeta, ou debaixo de nossas cucas. Em janeiro desse ano, ao saber da notícia, o nosso herói o Superman foi ao espaço com seu traje espacial e foi em direção ao cometa na sua velocidade da luz. Ao chegar quase perto, descobriu que não é um cometa, e sim um enorme pedaço de criptonita, uma pedra altamente perigosa que tinha em seu antigo planeta natal Krypton, que não existe mais. A informação disso veio de Clark Kent, um repórter do Planeta Diário em Metrópolis, Estados Unidos que entrevistou o Superman. A única solução que ele teve foi desviar a imensa criptonita da direção da Terra e seguir em outra direção. Mas será que não atingirá outro planeta? Superman disse que não.

Todos ficaram impressionado com isso, e um deles foi o empresário estadunidense Lex Luthor, dono da Luthor Corporation. Ele disse que tem interesse na criptonita, e que ela pode ser muito útil para nós. Já Superman discorda, pois ela é perigosa e poderia causar danos nas pessoas. Clark Kent concordou, pois ele contou que terríveis acontecimentos ocorreram em sua cidade natal Smallville, estados do Kansas, onde várias pessoas foram afetadas por uma misteriosa infecção que lhe deram poderes e aterrorizaram a população. É evitando que se evita, né? Já temos problemas demais para ser resolvidos. Imagine se ela caísse em países inimigos... Mas fiquem ligados. Esse mês a criptonita passará próxima da Terra e poderá ser vista até no hemisfério sul. Aproveitem o espetáculo.

Olá pessoal. Essa é uma história imaginária que criei inspirada no cometa verde que realmente existe e passará próximo da Terra esse ano.

Se você gostou e quiser doar qualquer valor para apoiar meu trabalho será bem-vindo. Deus te abençoe e proteja.

Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.