domingo, 19 de abril de 2026

Trans Amazônica, a ferrovia (i). Jonas Alexandre Xerém da Silva - JAXS.

 

Essa é uma companhia ferroviária que eu criei no Brasil na antiga Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Coletei imagens para representar a história.

Nome: Trans Amazônica.

Fundação: 1907.

Bitola: 1,600 mm.

Transporte: Ferroviário, cargas e passageiros.

Sede: Porto Velho, Rondônia.

Local: Brasil.

Áreas: Acre, Purus, Rondônia, Madeira, Granrrios, Nova Guiana e Amapá.

Valor de mercado: 20,000 bilhões (2017).

Mapa da Trans Amazônica.

A ideia da ferrovia nasceu na Bolívia, em 1846, quando o engenheiro boliviano José Augustin Palácios convenceu as autoridades locais de que a melhor saída de seu país para o oceano Atlântico seria pela bacia Amazônica. O pensamento do engenheiro justificava-se na dificuldade para transpor a cordilheira dos Andes e na distância do oceano Pacífico dos mercados da Europa e dos EUA. Foi então, em 1851, que o governo dos Estados Unidos - interessado na melhor saída para a importação de seus produtos - contratou o tenente Lardner Gibbon para estudar a viabilidade do empreendimento via rio Amazonas. Em 1852, Gibbon concluiu o trajeto Bolívia-Belém, descendo pelo lado boliviano os rios GuaporéMamoréMadeira e Amazonas, ratificando a ideia do Palácios, quando demonstrou que uma viagem dos Estados Unidos para La Paz pelo caminho dos rios amazônicos, com o advento de uma ferrovia margeando as cachoeiras do rio Madeira, demoraria 59 dias, contra os 180 dias pelo Oceano Pacífico que, além da distância, somava a dificuldade de contornar o Cabo Horn.

Locomotiva a vapor da Trans Amazônica, Mato Grosso, 1912.

Posteriormente, por efeito da assinatura do Tratado de Petrópolis (1903), no contexto do ciclo da borracha e da Questão do Acre com a Bolívia que conferiu ao Brasil a posse deste estado, iniciou-se a implantação da Trans Amazônica que ficou conhecida no Brasil de Madeira-Mamoré Railway. O seu objetivo principal era vencer o trecho encachoeirado do rio Madeira, para facilitar o escoamento da borracha boliviana e brasileira, além de outras mercadorias, até um ponto onde pudesse ser embarcada para exportação, no caso Porto Velho, de onde as mercadorias seguiam por via fluvial, pelo mesmo rio Madeira e, então, pelo rio Amazonas até o Oceano Atlântico. Anteriormente, esses produtos eram transportados com precariedade em canoas indígenas.

No início de 1907, o contrato para a construção da ferrovia foi encampado pelo empreendedor estadunidense Percival Farquhar.

O último trecho da ferrovia foi finalmente concluído em 30 de abril de 1912, ocasião em que se registrou a chegada da primeira composição à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data. Em 1 de agosto, foi feita a ligação do Brasil e Bolívia.

Em 1921 iniciou-se a construção da linha de Abunã em Mato Grosso (hoje em Rondônia) a Rio Branco capital do Acre e Assis Brasil no sentido leste oeste tendo sua conclusão em 1927. Anos depois, em 1933 a companhia deu início a construção do trecho de Brasiléia á Assis Brasil e o concluiu em 1938 fazendo a conexão com o Peru.

Trem da ferrovia Trans Amazônica, Acre, 1946.

Em 1940 foi iniciada a construção da linha de Porto Velho a Humaitá no Amazonas (hoje no estado do Madeira) tendo sua conclusão em 1942. Nos anos 1950 foi criado o novo traçado de Humaitá a Macapá no território do Amapá passando por Itaituba no território de Granrrios e Santarém no território de Nova Guiana com grandes travessias nos rios Madeira, Tapajós e Amazonas.

Em 1956 foram abertas as obras da linha de Rio Branco a Boqueirão do Esperança no Acre, passando por Feijó, no paralelo com a BR-29 (atual BR-364), sedo concluída em 1960, fazendo uma nova conexão com o Peru direto a Lima e Callao nesse país.

Locomotiva EMD GP7 a diesel da Trans Amazônica, Rondônia, 1956.

Somente em 1968 iniciou-se a construção dessa linha juntamente a uma parte da rodovia BR 230 de Humaitá no Madeira a Macapá no Amapá e Altamira em Granrrios. Foi construída uma ponte rodo ferroviária no rio Amazonas em Santarém para atender a rodovia BR-163. Em 1974 a ferrovia Trans Amazônica foi concluída permitindo a ligação de Macapá no oceano Atlântico com a malha da Bolívia, que possui a bitola de 1,000 mm.

Trem da Trans Amazônica, Madeira, 1975.

Em 1979 foram construídos os ramais de Jari no território da Nova Guiana para o transporte de madeira em um percurso de 68 km sendo que o planejado era de 220 km.

Em 1980 foram abertas as obras da linha de Santarém a Tumucumaque na Nova Guiana, sendo concluída em 1986, se conectando com o Suriname, e de Santarém a Uruará em Granrrios, sendo finalizada em 1983.

Locomotiva EMD SD 40-2 a diesel da Trans Amazônica, Acre, 1990.

Locomotiva GE AC 44i a diesel da Trans Amazônica, Rondônia, 2017.

Atualmente a Trans Amazônica é responsável pela economia brasileira, investindo em melhorias, meio ambiente e cultura.

Se você gostou e quiser doar qualquer valor para apoiar meu trabalho será bem-vindo. Deus te abençoe e proteja.

Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.














quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mapas reais e imaginários dos estados do Centro Oeste do Brasil (i) Jonas AXS.

 


Olá pessoal. Esses são meus mapas reais e imaginários da região do Centro Oeste do Brasil. Criei municípios, unifiqueis alguns, criei ferrovias, rodovias e canais.








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Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.















segunda-feira, 6 de abril de 2026

Estão conspirando contra mim??? Jonas Alexandre Xerém da Silva -JAXS


Olá. Bom, resolvi escrever esse post porque eu não ao certo o que está acontecendo... ou não. Desde a década de 2010 eu venho criando projetos e ideias, e no começo eu não tinha internet em casa, celular novo, e-mail, blog e tinha um notebook usado. Então eu ia no CRAS num bairro daqui de Campo Grande e fazia pesquisas para criar meu projeto, um deles o P.D.C.O (Plano de desenvolvimento e crescimento organizado) para o Brasil. Pouco tempo depois, um primo meu ajudou a criar meu e-mail e Facebook em 2012. Anos depois, em 2015, comecei a criar o Projeto Arguater, um projeto de irrigação para todas as regiões secas do mundo e um sistema de combate á poluição. Em 2016 criei o projeto para o Egito, Israel e Palestina, que são propostas de territórios, locais sagrados, projeto de irrigação e outros. Em 2016, enviei o projeto de irrigação para a embaixada do Egito em São Paulo. Eles tiveram interesse e queriam marcar uma reunião, mas não tinha como eu comparecer lá, então não deu. Em 2017 criei o projeto para olimpíadas e copas do mundo, para todos os países competirem em uniões na copa. Em 2019 eu pensei em publicar meu primeiro livro com meus projetos para as pessoas conhecerem, e tentar propor ao Brasil e o mundo. Mas infelizmente foi uma decepção, foram apenas 12 pessoas, sendo que tinha 100 unidades, poucos me parabenizaram e outros não tiveram o interesse de comprá-lo. Em 2022 eu criei meu blog com a ajuda de um grande amigo meu. Assim eu coloquei meus projetos e ideias nele e foi possível compartilhar para as pessoas, também pessoas do Brasil e o mundo conhecerem meus trabalhos. Mas...

Não sei ao certo quantos envios dos meus projetos eu fiz, mas de 2023 á esse ano, eu enviei para políticos, emissoras de tv, rádio, programas de tv, jornais, sites de notícia, pastores, rabinos, xeiques, igrejas evangélicas, católica, sinagogas, mesquitas, canais no YouTube, Facebook, Instagram, famosos, ambientalistas, fundações, empresas, embaixada, consulado, Itamaraty, países, ONU... Enfim... tentei de tudo, e até agora nenhum interessado. Mas o que me incomoda é que a maioria dos envios não me responderam. No WhatsApp visualizavam e não respondiam. Mas o mais difícil de todos que estou tentando propor é o projeto para o Egito, Israel e Palestina, até agora ninguém se interessou, e a maioria não me deram respostas. Estou desgastado por causa disso, eu fico até de madrugada pesquisando contatos para enviar minhas ideias, até mesmo minhaS histórias fictícias. Por causa disso que eu pensei: estão conspirando contra mim? Será que sabem que meu projeto pode realmente dar certo e não querem que isso aconteça? A respeito do projeto de irrigação, acredito que também sabem que pode ser útil, mas não querem. Alguns disseram que iam me dar retorno e me ajudar, mas não deu em nada. Você deve tá pensando, não Jonas, é coisa da sua cabeça. Será? O Inimigo sabe das minhas boas intensões, mas está usando pessoas para me barrar, até mesmo pessoas que eu conheço. Estou dizendo isso porque estamos vivendo tempos difíceis. Mentir, destruir, roubas, explorar, iludir, matar. Eu não sei mais o que fazer. Enviei mais e-mails hoje para alguns países, mas não sei se eles vão ter interesse. Quando se trata de apoio, só tenho de Deus, minha mãe e menos de dez pessoas. A palavra apoio não está mais na moda, muitas pessoas da família e amigos por exemplo não tem interesse nos meus conteúdos. As pessoas querem saber o que vai acontecer no reality show, na novela, série, quem vai ganhar o jogo, se vai ganhar ou não na loteria, status, ostentação, expectativas... ilusão. E se está difícil pra mim, imagine que não é aposentado, com problemas de saúde, mora na rua, etc. Eu e minha mãe moramos de aluguel desde 2005, eu sou aposentado pelo Loas desde 2016 porque tenho Síndrome de Ásperger. Mas estamos bem graças a Deus. E se eu já sou rejeitado, imagine então Jesus. Meus parentes e amigos se formaram, casaram, viajaram, tiveram filhos e realizaram seus sonhos, e eu fiquei para trás. Me sinto um fracasso as vezes.  Meu pai também tinha os projetos dele, mas ele também não foi ouvido. Faleceu em 2015. Eu não quero que tenham pena de mim, quero que me respeitem. E quem se mete comigo, minha família e amigos, se mete com Deus (Salmos 94).

Eu não sei quanto tempo resta nesse mundo, mas o meu desejo número 1 é que Jesus volte logo, pois o mundo e seus adoradores já provaram que são um fracasso. Mas enquanto Cristo não volta, vou continuar a caminhada. É isso... Hoje eu sou uma piada, amanhã serei a razão.

Sigo vivo...


 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Plano Masam (Marrocos, Saara Ocidental, Argélia e Mauritânia). Jonas Alexandre Xerém da Silva – JAXS.

 


O Plano Masam é uma proposta para tentar resolver a questão do Saara Ocidental, localizado no norte da África, que teve 80% de sua área anexada pelo Marrocos, e atualmente os saarauís lutam pela independência. Vamos ver os acontecimentos da história.

Os primeiros europeus a visitarem o Saara Ocidental foram os portugueses, ao passarem o cabo Bojador. O primeiro a passar esse cabo foi Gil Eanes, em 1434. No ano seguinte voltou a fazê-lo,a companhado por Afonso Gonçalves BaldaiaNuno Tristão e Antão Gonçalves estiveram a região em 1441 e o último voltou lá pelo menos duas vezes. Estabeleceram relações amigáveis e fizeram múltiplas trocas comerciais. Chamaram à região Rio do Ouro, denominação que foi usada para para designar a subdivisão mais meridional do Saara Espanhol e que ainda se mantém em árabe (وادي الذهب; romaniz.wādī-að-ðahab; uma das províncias marroquinas do sul do Saara Ocidental chama-se Oued Ed Dahab). Com o passar do tempo, estas trocas foram diminuindo. Em 1884, a Espanha reclamou a região e fundou a Colónia do Rio do Ouro (com capital em Villa Cisneros [Dakhla]), que juntamente com Saguia el Hamra (com capital em El Aiune a partir de 1938, quando foi fundada), constituíam o Saara Espanhol, que por sua vez em 1946 foi integrado na África Ocidental Espanhola.

O Saara Ocidental foi inserido na lista das Nações Unidas de territórios não autónomos em 1963, onde continuava em 2024, o que significa que a ONU considera que o processo de descolonização ainda está pendente. É o território mais populoso da lista e, de longe, o maior em área. Em 1965, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou sua primeira resolução (a n.º 2072) sobre o Saara Ocidental, pedindo à Espanha que descolonizasse o território. Um ano depois, uma nova resolução (a n.º 2229) foi aprovada pela Assembleia Geral solicitando que um referendo fosse realizado pela Espanha sobre a autodeterminação

Até 1975 foi uma colónia da Espanha, chamada Saara Espanhol. Desde 1963, após uma demanda marroquina, está na lista das Nações Unidas de territórios não autônomos, ou seja, considera-se que é um território a ser descolonizado. Desde 1975 que a posse do território é disputada por Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário. Cerca de dois terços (ou 80%, segundo outras fontes do território) - a parte ocidental e costeira está sob o controle de Marrocos, enquanto que a República Árabe Saarauí Democrática (um estado declarado pela Polisário, não reconhecido pela maioria dos países) controla a parte restante constituído por uma faixa na parte oriental. A maioria dos países assumiu uma posição geralmente ambígua e neutra em relação às reivindicações de cada lado e pressionam ambas as partes a chegarem a um acordo sobre uma resolução pacífica. Marrocos e a RASD têm procurado impulsionar suas reivindicações acumulando reconhecimento formal, especialmente de países africanos, asiáticos e latino-americanos no mundo em desenvolvimento. A Frente Polisário ganhou o reconhecimento formal para a RASD de 46 estados e foi alargada a adesão à União Africana. Marrocos ganhou o apoio para sua dominação de vários governos africanos e da maior parte do mundo muçulmano e da Liga Árabe. Em ambos os casos, desde o fim do século XX que os reconhecimentos foram alargados e retirados de um lado para o outro, dependendo do desenvolvimento das relações com Marrocos.


Em agosto de 1979, a Mauritânia foi forçada a abdicar seus alegados direitos sobre parte do território na sequência do seu pequeno exército ter sido expulso do Saara Ocidental pela Polisário. A maior parte das áreas abandonadas pela Mauritânia foram então ocupadas por Marrocos e os confrontos passaram a ser entre os guerrilheiros da Frente Polisário e as forças marroquinas. Marrocos acabou por garantir o controlo de facto da maior parte do território, incluindo todas as grandes cidades e recursos naturais. O exército marroquino abandonou as pretensões de ocupar a faixa oriental do território e criou o chamado "triângulo de segurança", que compreende as duas únicas cidades costeiras e a zona das minas de fosfato. A engenharia militar construiu aí o Muro do Saara, uma imensa muralha de betão, por detrás da qual os soldados marroquinos vivem entrincheirados, protegendo a extração do minério. Desde o início da década de 1980 a guerra no terreno resume-se a uma série de ataques esporádicos da Polisário à zona dos fosfatos tentando interromper o seu escoamento.

A República Árabe Saarauí Democrática sentou-se como membro da Organização da Unidade Africana em 1984 e foi membro fundador da União Africana. As atividades da guerrilha continuaram até as Nações Unidas imporem um cessar-fogo implementado a 6 de setembro de 1991 através da missão da ONU para o referendo no Saara Ocidental (MINURSO). As patrulhas desta missão de patrulhas atuaram na linha de separação entre as duas partes. As Nações Unidas consideram a Frente Polisário a legítima representante do povo saarauí e afirma que os saarauís têm direito à autodeterminação.

Quando o cessar-fogo de 1991 entrou em vigor, dois terços do território (incluindo quase toda a costa atlântica) eram administrados pelo governo marroquino, com apoio tácito da França e dos Estados Unidos. O restante do território é administrado pela RASD, apoiada pela Argélia. As duas regiões estão separadas pelo Muro do Saara. Até 2017, praticamente nenhum estado-membro das Nações Unidas tinha reconhecido oficialmente a soberania marroquina sobre partes do Saara Ocidental. Em 2020, os Estados Unidos reconheceram a soberania marroquina sobre o território em troca da normalização marroquina das relações com Israel.

Em 2003, o enviado especial da ONU para o território, James Baker, apresentou o "Plano de Paz para a Autodeterminação do Povo do Saara Ocidental", conhecido como Plano Baker ou Baker II, que daria imediata autonomia ao Saara Ocidental durante um período transitório de cinco anos para se preparar um referendo, oferecendo aos habitantes do território a possibilidade de escolher entre a independência, a autonomia no seio do Reino de Marrocos ou a completa integração em Marrocos. A Polisário aceitou o plano, mas Marrocos rejeitou-a. Anteriormente, em 2001, Baker tinha apresentado a sua proposta, chamada Baker I, onde a disputa seria finalmente resolvida através de uma autonomia dentro da soberania marroquina, mas a Argélia e a Frente Polisário recusaram. A Argélia tinha proposto a divisão do território de vez. Com o objetivo de debater um estatuto comum para o Saara, Marrocos e a Frente Polisário reiniciaram conversações em 2007, com o patrocínio da ONU, apesar de o Marrocos insistir que a Frente Polisário não seja interlocutor legítimo para conversações e negociações.

Em março de 2016, Marrocos chegou a rechaçar a visita do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a de Christopher Ross, encarregado do secretário-geral para a MINURSO. Em 1987, uma missão da ONU visitou a região para averiguar a possibilidade da realização de um referendo sobre o futuro do território. Uma iniciativa difícil, dado que grande parte da população é nómada. Marrocos e a Frente Polisário selam um cessar-fogo em 1988. Um plebiscito é marcado para 1992, mas não acontece porque não há acordo sobre quem tem direito a votar: Marrocos quer que seja toda a população residente no Saara Ocidental, mas a Frente Polisário só aceita que sejam os habitantes contados no censo de 1974. Isso impediria o voto dos marroquinos emigrados para a região em disputa depois de 1974. Até 1993, foi impossível realizar o referendo. Em 2001, a África do Sul tornou-se o sexagésimo país a reconhecer a independência do Saara Ocidental, o que provocou um protesto de Marrocos.

No segundo semestre de 2020, a Frente Polisário, procurando mudanças no status quo, começou a obstruir uma importante rota comercial entre Marrocos e Mauritânia. Marrocos lançou uma operação militar em novembro para quebrar o bloqueio, levando a Frente Polisário a anunciar que não respeitaria mais o acordo de cessar-fogo de 1991. Em dezembro de 2020, os Estados Unidos tornaram-se no primeiro país a reconhecer formalmente a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, em troca da normalização das relações diplomáticas entre Marrocos e Israel; Israel se tornaria no segundo país a reconhecer a ocupação em 2023, em troca da abertura de uma embaixada em Tel Aviv.

Em 2021 Marrocos propõe um estatuto de autonomia para o Saara Ocidental sob a soberania do rei do Marrocos. Esta proposta é aceite por Espanha em 2023, no entanto os partidos políticos saarauís rejeitam a proposta e continuam a reivindicar a independência.

 Propostas do Plano Masam.

O plano propõe novas fronteiras e um projeto de irrigação aos países selecionados. Um deles é o Canal da Mauritânia, que seria o desvio do Rio Senegal para irrigar a Mauritânia, Saara Ocidental e Marrocos.






Se houver acordo, ambos os países serão beneficiados pela irrigação. Será importante o apoio da ONU e principais países para que esse plano seja aprovado, e principalmente a aprovação dos saarauís. E que os Marrocos indenize eles.

Que Deus abençoe esses povos.

Se você gostou e quiser doar qualquer valor para apoiar meu trabalho será bem-vindo. Deus te abençoe e proteja.

Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.





sexta-feira, 13 de março de 2026

A conquista do leste ao oeste do Brasil (i). Jonas Alexandre Xerém da Silva – JAXS

 


Essa é uma história fictícia, e também a parte real, mostrando um Brasil diferente do que é na realidade.

Por vários séculos, o povoamento no Brasil se concentrava no litoral e próximo á ele, havia, pouquíssimas cidades nas regiões distantes como Goiás a antiga capital do estado de Goiás, Cuiabá capital do Mato Grosso e Corumbá no Mato Grosso do Sul. E outras cidades no Norte, como Belém, Santarém, Manaus e outros. Por séculos o transporte no Brasil era naval e por tração animal, por exemplo, uma viagem da cidade do Rio de Janeiro á Goiás a capital antiga durava meses e muito cansaço e perigos pelo caminho. Mas o povo da época já tinha conhecimento das rotas e algumas regiões mais conhecidas, principalmente os indígenas os primeiros habitantes.


Primeira conquista (1500-1822).

Tudo começou com a chegada dos portugueses ao Brasil em abril de 1500 á partir Porto Seguro, ficando encantados e impressionados com o novo mundo e tendo contato com os indígenas. Assim se iniciou as explorações no Brasil atraído mais portugueses á futura colônia. A primeira cidade a ser fundada foi São Vicente, atualmente no estado de São Paulo, e em 1534 foi dividias as 14 capitanias hereditárias. Anteriormente em 1494, foi criado o Tratados de Tordesilhas entre Portugal e Espanha dividindo o Brasil em duas partes, onde o leste ficou para Portugal e o oeste para a Espanha. Com a criação da colônia, novas expedições foram feitas nas longas terras vastas do Brasil, e o contato com as tribos indígenas. A descoberta do Pau Brasil e ouro chamou muita a atenção dos portugueses, trazendo mais portugueses e a construção de fortes militares e núcleos de povoamento. Mas o problema é que infelizmente a paz e a prosperidade dos indígenas acabou por conta de conflitos e mais conflitos trouxe também a escravidão dos indígenas. Em 1550 foi criada uma divisão de capitanias no Brasil com o plano de melhorar a administração, pois as antigas capitanias não cresciam economicamente e foram extintas.

Em 1755, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Madri, onde a parte dominada pelos espanhóis foi anexada á colônia do Brasil de Portugal, aumentando o domínio do país. Com a expansão portuguesa no novo território, surgiram Belém, Santarém, Manaus no norte do Brasil, novos fortes militares núcleos de povoamento. Durante o domínio espanhol no oeste do Brasil já existiam núcleos de povoamento, como Cuiabá. Anteriormente em 1748, foi criada a capitania do Mato Grosso, tendo sua capital Vila Bela da Santíssima Trindade.

Segunda conquista (1822-1899).

Em 7 de setembro de 1822, o Brasil se tornou independente de Portugal, tornando-se um império e um dos mais países do mundo criando relações com outras nações. A partir de então foram criados projetos de infraestrutura, educação, forças armadas e novas explorações em terras vastas. Nos anos 1830 foram feitos estudos de ferrovias e hidrovias para integrar o Brasil e novas expedições pelo país. Mas, haviam obstáculos pela frente, uma delas convencer e fazer acordos de paz com os indígenas para as construções das ferrovias em suas terras, o que levou algum tempo para acontecer.

 


Em 1848 foi iniciada a construção da primeira ferrovia na província do Rio de Janeiro, sendo concluída em 1850, mas somente a partir desse ano foi que iniciou a expansão das ferrovias para conectar litoral ao oeste brasileiro. Umas das grandes obras foi da Pacitlântico, da cidade do Rio de Janeiro a capital brasileira na época até Forte Guaporé no Mato Grosso (atualmente no Novo Paraguai), passando por Minas Gerais, e Goiás. Outras linhas como a da Leste Oeste da Bahia á Goiás, da Great Western of Brazil do Pernambuco ao Maranhão, da Ilhéus Centro da Bahia á Goiás, e da Sorocabana de São Paulo ao Mato Grosso, o que atraiu pessoas em busca de terras, recursos e madeira.


As construções de hidrovias também foram fundamentais no crescimento do Brasil, como as dos rios Tietê, São Francisco, Paraná, Araguaia e outros, permitindo também a ligação com os países vizinhos, como a Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Com isso ocorreu o crescimento da agricultura, pecuária, extrações minerais e de novas cidades, e, também dos transportes por tração animal melhorando as estradas com novas pontes, e, também a comunicação. Em 1864 rompe a guerra do Brasil e Paraguai por causa da invasão do país em terras brasileiras, que durou até 1870, e parte do Paraguai foi anexada o Brasil, e se iniciou as construções de novas ferrovias e o povoamento em Mato Grosso do Sul, criado em 1877.

                                            Trem da Pacitlântico em Goiás, 1866.


 Anos depois a energia e o telefone chegaram no Brasil, iniciando uma nova era de comunicação no país. O Brasil também anexou novas terras da Bolívia e Argentina, aumentando seu território. Em 1889, o Brasil deixa de ser monarquia e se uma república, criando uma nova forma de governo e atraindo cidadãos de outros países. E Dom Pedro II deixa seu grande legado de esforços do desenvolvimento da nação.
Mapa das ferrovias do Brasil em 1880.

Entre 1848 á 1890, mais de 30 mil quilômetros de ferrovias foram construídas pelo Brasil, fazendo a grande conexão entre Sul, Sudeste e Nordeste do país, e parte do Centro Oeste e Norte.

Terceira conquista (1907 aos dias atuais).

Com a chega do século XX, novos projetos de expansão rumo ao Norte estavam em estudos, até mesmo estradas de leito natural, nessa época, o marechal Cândido Mariano Rondon propôs uma ferrovia e telégrafo de Comodoro no Mato Grosso (atualmente no Novo Paraguai) á Porto Velho em Rondônia (na época em Mato Grosso). Foi então que a Pacitlântico se propôs em construir a ferrovia para no futuro fazer a conexão com a Colômbia. Em 1907 iniciou-se a construção da linha no sentido leste oeste, tendo sua conclusão em 1915, permitindo a conexão entre o Sudeste, Centro Oeste e Norte. Na época o Brasil anexou novas terras da Bolívia, Colômbia, Guiana e Guiana Francesa, aumentando ainda mais seu território.

Cândido Mariano Rondon durante suas explorações na Amazônia.

Em 1927 o Brasil e o Peru se conectaram pelos trilhos da Trans Amazônica no Acre, dando um novo acesso ao Oceano Pacífico. Em 1939, Cândido Rondon propôs a criação de novos estados e territórios no Brasil para administrar melhor o país, e a construção de novas ferrovias no Centro Oeste e Norte, mas foi descartada a ideia de construir rodovias na Amazônia. Em 1943 foram criados: Amapá, Carajás, Desbravadouro, Nova Guiana, Novo Paraguai, Purus, Guaporé (atual Rondônia, Rio Branco (atual Roraima), Rio Negro e Solimões, dando o total de 41 unidades administrativas no Brasil.

Trem da Norte Sul, Pará, 1955.

A ideia antes era fazer somente ferrovias na Amazônia, mas com o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) as coisas mudaram. Foi criado o projeto de rodovias na grande floresta e se conectar aos outros países vizinhos. E foi nessa que começaria uma conquista diferente das anteriores, uma conquista que traria progresso, mas ao mesmo tempo consequências no futuro, não somente na Amazônia, mas também na Mata Atlântica e Cerrado. As primeiras rodovias a cruzarem a Amazônia foram as BR 130 (atual 010) e a BR 29 (atual 364), dando o início a construção de outras. Nas demais parte do Centro Oeste e Norte, rodovias modernas e pavimentadas foram construídas, formando novas cidades e expandindo a agricultura e pecuária.

Projetos de hidroelétricas foram criados também no Centro Oeste e Norte para atender o crescimento populacional urbano e rural e de indústrias, e foi então também que se iniciou a extração de madeira e recursos.

                                                        BR-364, Rondônia, 1960.

Em 1964 ocorreu o golpe militar, onde os militares derrubaram o presidente João Goulart e instalaram um governo com regime militar, controlando a imprensa e combatendo o comunismo. Nessa época foram criados projetos para expandir ainda mais as ferrovias e rodovias no Centro Oeste, Nordeste e Norte. Foram criados também projetos de novas hidroelétricas e a expansão da agricultura e pecuária, garimpos e extração de madeira, trazendo mais pessoas a essas regiões. 



A partir de 1967 se iniciou as obras planejadas pelas regiões, uma delas a linha ferroviária da Trans Amazônica de Humaitá no estado do Madeira á Macapá no Amapá, a BR-230, a Transamazônica da Paraíba á Purus, a hidroelétrica de Tucuruí no Pará e outros investimentos em saúde, educação, comunicação e segurança. Com a expansão surgiram novas cidades, fazendas, indústrias, novas explorações e descobertas de rios e outros lugares, e também atraindo o turismo. Também foram demarcadas as áreas indígenas e a construção de municípios indígenas, como Ribeiralta (Maraiwatsede) no estado do Xingu e Alto Cuminá em Nova Guiana.  Um dos grandes projetos foi o Carajás em 1967, onde foi descoberta a maior jazida de ferro do mundo. em Paraopebas, no estado do Carajás. Em 1986, o governo federal criou a Lei de Tráfego Rodoviário na Amazônia, reduzindo a circulação de veículos pelas rodovias e aumentando o tráfego por ferrovias, evitando acidentes e danos ao meio ambiente.

Construção da hidroelétrica de Tucuruí, Pará, de 1976 a 1984.

No Centro Oeste também ocorreram novas expansões urbanas, rurais, extração de minérios e madeira, ferrovias, rodovias, hidroelétricas. E não podemos esquecer também de mencionar a região Sul, onde também ocorreu a expansão nas partes despovoadas. Mas infelizmente grandes partes da Mata Atlântica e Cerrados foram devastadas dos anos 1950 á 1970. Até 1989, grande parte da Amazônia estavam preservadas, mas a partir de 1990, foi onde se iniciou de fato o desmatamento acelerado, e com isso aumentou os conflitos com indígenas, crimes, trabalho escravo, contaminação nos rios por causa do garimpo e outros. Surgiram movimentos e ongs em defesa do meio ambiente e dos indígenas, mas, mesmo assim, a devastação continuou.

Mapa agrícola do Brasil em 2021.

A partir dos anos 2000 e 2010, a Amazônia, Cerrado, e Mata Atlântica ganharam apoio de mais brasileiros e outros países no combate ao desmatamento e invasão nas terras indígenas. O progresso trouxe ferrovias, rodovias, novas cidades, conexões ás regiões distantes e outros, mas, até quando irão continuar destruindo as florestas, matando os animais, os indígenas? Não seria melhor seguir o plano antigo, construir apenas ferrovias na Amazônia e preservá-la? O que estamos recebendo de bom com esses desastres? Será que ainda virá a quarta conquista? O futuro está em nossas mãos.


Se você gostou e quiser doar qualquer valor para apoiar meu trabalho será bem-vindo. Deus te abençoe e proteja.

Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.