terça-feira, 13 de dezembro de 2022

História imaginária da irrigação moderna no mundo (i). Jonas Alexandre Xerém da Silva – JAXS.



Olá. A história a seguir é imaginação minha. Há imagens que foram coletadas do Google e foram alteradas. Uma parte é real, como o aqueduto Los Angeles nos Estados Unidos. Espero que gostem.

 

Há 4.500 A.C, a prática da irrigação era utilizada na Assíria, Caldeia e Babilônia, no continente da Ásia. Várias pessoas habitaram nas margens do rio Huang Ho e Yangtze na China no ano 2000 A.C no Nilo, Egito, no Tigre e Eufrates na Mesopotâmia e no Ganges na Índia no ano 1000 A.C. Assim surgiram com a utilização eficiente de seus recursos hídricos.

 No século XIX, alguns países como Brasil, China, Rússia e Estados Unidos, planejavam em irrigar suas regiões secas, porém não tinham um projeto pronto e não tinham previsão. Nessa época, o Brasil e os Estados Unidos sofrem com a falta de água em suas regiões secas. Por muitos anos, os desertos e outras regiões secas permaneceram em grande parte do mundo, desde a América até a Ásia e Oceania. No início do século XX, o governo do Brasil inicia o projeto e tecnologia de irrigação em todo o semiárido do nordeste. Nos Estados Unidos, o governo de lá também iniciou os estudos de irrigação no centro e oeste do país. Foi então que, os dois países se uniram e planejaram um projeto e tecnologia para servir á todas a regiões secas do mundo. Em 1923, foi criada uma exposição de irrigação moderna na cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Além do Brasil e Estados Unidos, países como Argentina, Reino Unido, Egito, União Soviética, China e Austrália foram nessa exposição, se interessaram pela novidade, e iniciaram os estudos para irrigar suas terras áridas.

Veja como funciona o sistema de irrigação.






Estados Unidos


Na década de 1920, o governo dos Estados Unidos iniciou as construções de outros aquedutos e canais nos outros estados, como no Texas, Arizona e Oregon. Um dos grandes aquedutos construídos foi do rio Mississippi no estado de Louisiana até rio Colorado no estado de Utah. A irrigação no semiárido estadunidense foi concluída no final dos anos 1950, expandindo a agricultura, pecuária e contribuindo para o meio ambiente.

Mapa agrícola dos Estados Unidos




Brasil

 As construções de aquedutos e canais no Brasil se iniciaram em 1921 no semiárido da região nordeste, um deles no estado de Alagoas, e outro no Pernambuco. O governo Sergipe construiu aquedutos a partir do rio São Francisco para distribuir água no interior do estado. Na Bahia, com a maior extensão de área semiárida, também foram construídos canais e aquedutos, e a criação do Parque Nacional de Vaza Barris. Nos outros estados também se iniciaram essas obras, menos nos estados do Maranhão e São Francisco onde não havia seca.  Nos anos 1950, o projeto de irrigação foi concluído no semiárido do nordeste, expandindo a agricultura e a pecuária, saciando a sede do povo, dos animais e da natureza.

Mapa agrícola do nordeste do Brasil



México

O projeto e estudos de irrigação do México se iniciaram em 1924 na região semiárida do norte e centro do país. Somente em 1928 iniciou-se a construção do canal de Luisiana na parte mexicana, já que nos Estados Unidos ainda estava em construção. E também a construção dos primeiros aquedutos rumo ao estado de Chihuahua, e outro rumo ao estado da Baixa Califórnia do Sul. Foram construídos vários canais e canalização de rios secos, e ligando regiões endorreicas para desaguar no rio Grande. O projeto foi concluído em 1962, distribuindo água em toda a região seca do México, expandindo a agricultura, pecuária e a criação de florestas de eucaliptos no norte do país. 

Mapa agrícola do México


Bolívia

As construções de aquedutos e canais nesse país se iniciou nos anos 1930, tendo como grande obstáculo a Cordilheira dos Andes. Na Bolívia foi construído um aqueduto do rio Mamoré sentido á região semiárido do país, e fazendo o retorno da água ao rio. Foram construídos vários aquedutos até o final dos anos 1950.

Mapa agrícola da Bolívia

Peru

Foi também nos anos 1930 que o governo do país iniciou a construção de aquedutos a partir do rio Amazonas, e os canais Andinos do Norte e do Sul na Cordilheira dos Andes, irrigando as regiões secas.  No início dos anos 1960, foram concluídas as obras dos aquedutos.

Mapa agrícola do Peru


Argentina e Chile 

Em 1926, o governo da Argentina iniciou a construção do primeiro aqueduto a partir do rio Paraná ligando as províncias de Buenos Aires á Mendoza, chegando próximo á Cordilheira dos Andes. Em 1933, o governo chileno propôs ao governo argentino a construção de um aqueduto para ligar o rio Paraná á região seca do deserto do Atacama no Chile, já que o país não tenho rios com volumes suficientes para irrigá-la. Em 1937 iniciou-se a construção do aqueduto Paraná-Atacama, tendo sua conclusão em 1941. Na Argentina foram construídos vários canais e aquedutos pelas regiões secas dos Andes e Patagônia até os anos 1960, sendo essas, a segunda maior região irrigada da América.

Mapa agrícola do sul da América do Sul

África 

Em 1924, os governos do Egito, Etiópia, Reino Unido, França, Itália, árabes e outros homens ricos da África se reuniram na cidade do Cairo, capital do Egito, e discutiram sobre a irrigação nas regiões secas no norte e sul do continente africano. Um dos projetos criados foi o canal do Egito pelos egípcios para ligar o Delta do rio Nilo á Argélia. Em 1934, os governos do Egito, Itália e França iniciaram as obras da construção do canal no sentido leste oeste. Em 1941, as obras foram paralisas no Egito e Líbia (na época território italiano) quando a Alemanha Nazista invadiu o norte da África com a força expedicionária Afrika Korps sob o comando do general Erwin Rommel, que durou até 1943. Em 1944, as obras retornam. Depois que a segunda guerra terminou, os povos dos territórios da França começaram a lutar pela independência, mas isso não impediu a continuidade da construção do canal do Saara. Em 1955, o canal do Egito foi inaugurado, e as águas do braço oeste do rio Nilo foram desviadas ao canal, percorrendo uma distância de 2.482 km. 

Mapa agrícola da África.

Em 1926, a Etiópia, Reino Unido, França e Itália planejaram os canais da Eritréia e Somália para ligar o Sudão á Somália e Quênia, para levar água e favorecer a irrigação. Em 1932, foram iniciadas as obras da construção do canal, e a Etiópia iniciou também a construção da barragem na depressão de Danakil, e as barragens em volta dos lagos salgados de Karum, Bakili e Afrera. Na mesma época, os britânicos estavam construindo o canal de Vitória e um aqueduto no Quênia. Em 1935, a Itália invadiu a Etiópia, e deu continuidade nas obras dos canais e das barragens, e foram concluídos em 1938. Em 1939, rompeu a segunda guerra mundial, e as obras foram paralisadas. Em 1941, a Etiópia foi libertada da Itália pela França e Reino Unido. Em 1942, as obras retornaram, e em 1944 retornaram na Somália Italiana. Em 1943, o canal de Vitória no Quênia e o aqueduto foram concluídos. Em 1946, os canais da Eritréia e Somália foram concluídos. Assim as águas do rio Atbara no Sudão foram desviadas ao canal da Eritréia, a depressão de Danakil foi inundada, e as águas chegaram no Quênia, onde são bombeadas ao aqueduto para o lago Vitória, onde nasce o rio Nilo. 

Em 1960, a Mauritânia se tornou independente da França, o governo do novo país se propôs em construir o canal da Mauritânia com uma condição: a Espanha libertar o Saara Espanhol cuja o governo do país não queria libertá-lo. Mas a Mauritânia na verdade queria esse território, e também o Marrocos que o reivindicava desde 1957. Mesmo assim, a Mauritânia pretendeu construir o canal. Em 1965 foram abertas as obras no canal no sentido norte sul, sendo concluído em 1972, e o rio Senegal foi desviado para o canal. Em 1976, o Saara Espanhol se tornou independente, e passou a se chamar Saara Ocidental (República Árabe Democrática do), mas o Marrocos e a Mauritânia o invadiram e iniciaram um conflito pela disputa pelo país. Em 1979, houve um acordo criado pela Grandirsvânia com o apoio da União Soviética para revolver o conflito. Nele foi proposto a construção de um aqueduto na Argélia para conduzir água do canal do Egito ao Marrocos pela Grandirsvânia. A Argélia e Marrocos concordaram, o aqueduto foi construído de 1980 a 1982. E o Saara Ocidental se tornou independente novamente. A Grandirsvânia também construiu o canal da Mauritânia até o Saara Ocidental e construiu também canais e aquedutos no país.


Mapa agrícola da África Austral. 

Outros canais importantes que foram construídos foram no deserto da Namíbia (no país da Namíbia) e Kalahari, situado também na Namíbia e Botsuana, que irriga também a África do Sul. Os canais foram construídos pelo Reino Unido e África do Sul de 1938 a 1944, e foi construído um aqueduto para conduzir a água do canal da Namíbia ao do Kalahari. Com o passar dos anos, vários canais e aquedutos foram construídos nas regiões secas da África, e atualmente estão todas irrigadas.


Ásia

Em 1924, alguns países e territórios da França e Reino Unido na Ásia se reuniram e discutiram sobre a irrigação em suas regiões secas e construir aquedutos e canais. Um dos canais que foram criados foi o da Sibéria, criado pelos soviéticos para ligar o oceano Ártico ao mar Cáspio. Outro projeto foi dos canais de Mazandaran e Kerman, e também o canal do Afeganistão. Eles se interessaram pelo projeto, mas não tinham muitos recursos para construí-lo. A notícia se espalhou pelo mundo, e foi então que o governo da Grandirsvânia ouviu falar sobre o canal, e se propôs em construí-lo no Irã e Afeganistão. Em 1925, a União Soviética, Grandirsvânia, Irã e Afeganistão se reuniram em Teerã capital da Pérsia e debateram sobre o canal. A União Soviética se encarregaria em construir os canais da Sibéria e do Cáspio no norte da Rússia até o Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão. Assim conectariam o Oceano Ártico aos mares do Aral, Cáspio e Arábico.

Em 1935, iniciaram-se as obras do canal da Sibéria no sentido norte sul. A União Soviética iniciou a construção do trecho de 2.911 km com 800 metros de largura e 30 de profundidade do rio Ienissei até o mar de Aral. No sul foi construído o canal do Cáspio com 706 km com 300 metros de largura até o canal do Cáspio do Uzbequistão ao Turcomenistão. Enquanto isso, a Grandirsvânia estava construindo os canais de Mazandaran, Kerman e Afeganistão. Um dos obstáculos foram os montes Barez e os montes nas regiões de Manujan e Minab, já que o canal seria no nível do mar. Não estava sendo fácil abrir os caminhos por esses montes por causa das pedras e rochas, e foi então que a Grandirsvânia usou a força aérea para que os bombardeiros lançassem bombas para facilitar as escavações. 


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as obras não foram paralisadas, mas a Alemanha Nazista pretendia tomar grande parte da União Soviética e Oriente Médio. Com o fim da guerra, as obras ainda continuavam pela União Soviética, Afeganistão e Irã já próxima da sua conclusão.

Em 1945, o canal foi concluído, e no mês de setembro, Josef Stalin da União Soviética inaugurou o canal da Sibéria nos foz do rio Ienissei, no norte do krai russo de Krasnoiarsk na União Soviética, e com a presença de Ukyla Pudwara da Grandirsvânia, e os reis Mohammad Reza Pahlavi do Irã e Zahir Shah do Afeganistão. Quando as comportas foram abertas, uma imensidão de águas correram pelo canal a toda velocidade. Em seu percurso, foram construídas várias pontes ferroviárias e rodoviárias. Atualmente o canal da Sibéria é responsável pela irrigação e pela ligação hidroviária pelo mar Arábico, Cáspio e Oceano Ártico.



Mapa agrícola da Rússia


Mapa agrícola da Ásia Central

Na segunda metade dos anos 1920, os chineses criaram um projeto de irrigação de canais e aquedutos em suas regiões áridas e semiáridas como o Gobi e Takla Makan para expandir a agricultura e pecuária. O governo também planejou um canal entre a China e União Soviética para ligar o mar Amarelo aos mares do Aral e Negro, e que interessou o governo soviético de Josef Stalin. Um dos canais que foram criados foram da China, para liga o país á União Soviética e o Takla Makan na região oeste, e também o canal do Gobi Oriental, que passaria pela Mongólia e China. Em 1932, o Japão invadiu a cidade chinesa de Shangai, o que impediu a construção de parte do aqueduto que ligaria o rio Yangtze ao canal da China. Mas no mesmo ano, foi iniciada a construção do canal da China rumo á fronteira com a União Soviética, e de uma represa na fronteira com a Mongólia. No mesmo, o governo da Mongólia iniciou também a construção do canal do Gobi Oriental. Em 1937, rompeu a guerra entre China e Japão, o que atrapalhou a construção da represa com a Mongólia e também o canal do Gobi Oriental. Em 1941, o canal da China foi concluído, mas ainda faltava concluir parte do aqueduto e a central de bombeamento nos foz do rio Yangtze próximo a Shangai que estava no controle dos japoneses, e também construir a parte do canal na União Soviética pelo governo do país.  Em 1944, os uigures fundaram a segunda República do Turquestão Oriental, sendo um estado satélite da União Soviética até 1949, mas parte do canal da China já estava pronto nesse país. Em 1945, terminou a guerra Sino-Japonesa e também a Segunda Guerra Mundial, mas no ano seguinte, rompeu novamente uma guerra civil entre o presidente da China Chiang Kai Shek e o líder do Partido Comunista da China Mao Tse Tung, que em 1949 fundou a República Popular da China, e Chiang Kai fugiu para a ilha de Taiwan, onde continuou sendo a República da China sob seu governo.   Em 1949, o governo da União Soviética iniciou as construções dos canais da China, Casral e Astracã no Cazaquistão e Rússia, concluíndo eles em 1955. Com a ajuda financeira do governo soviético, o governo chinês concluiu o aqueduto e a central de bombeamento nos foz do rio Yangtze em 1954. Na mesma época foi concluído também o canal do Gobi Oriental entre China e Mongólia também com a ajuda financeira da União Soviética. Naquele ano, Mao Tse Tung inaugurou as centrais de bombeamentos. E por fim, ele e Nikita Krushchov inauguraram o canal da China.


Em 1956, iniciaram-se as obras do canal do Takla Makan, uma variante do canal da China que começa e termina nesse canal tendo sua conclusão em 1962.

Durante o governo de Mao, vários canais e aquedutos foram construídos nos desertos do Gobi, Takla Makan e nas regiões secas do Tibete.

Mapa agrícola da Ásia Oriental

Em 1925, os britânicos e os árabes da península Arábica se reuniram em Bagdá, capital da Mesopotâmia (atual Iraque) para discutir sobre a irrigação no Oriente Médio e da tecnologia que os Brasil e os Estados Unidos desenvolveram. Uma das ideias propostas foi o canal da Arábia para ligar o Iraque ao Omã, e também aquedutos e outros pequenos canais. O rio Chate Alárabe que tem como seus confluentes o Eufrates e o Tigre iriam desaguar no canal. Desde então, foram feitos estudos pela região e custos nos investimentos de equipamentos. E foi criado então o traçado do canal da Arábia que seria construído no nível do mar. E também o canal do Catar, que seria um desvio. A Arábia Saudita, que era um país novo na época, se interessou em construir o canal. A Grandirsvânia propôs a construção de aquedutos no Iêmen do Norte (atual Iêmen). Em 1935, foram iniciadas as obras do canal no sentido norte sul, dividido em vários lotes: o Reino Unido e seus protetorados ali construíram suas partes no Kuwait, Catar, Omã da Trégua (atual Emirados Árabes Unidos) e Omã. O Reino Unido e a Grandirsvânia se encarregaram em construir os aquedutos no protetorado de Adén e Iêmen do Norte (atuais Iêmen). Em 1946, o canal foi inaugurado, e o Chate Alárabe foi totalmente desviado ao canal, já que ele foi construído com a mesma largura e profundidade do rio com 1.678 km e mais 330 km do canal do Catar. O único que não recebeu a irrigação na época foi o Bahrein. Mas em 1967, foi criado um projeto de um túnel para ligar o país com o Catar e desviar as águas do canal do Catar ao Bahrein por um aqueduto. O projeto foi inspirado na ponte-túnel de Chesapeake nos Estados Unidos. Em 1973 iniciaram-se as obras do túnel-aqueduto entre Catar e Bahrein e foi concluído em 1978, com em torno de 50 km e 45 metros abaixo do solo da baía do Bahrein que tem em torno de 70 metros de profundidade. Vários canais e aquedutos foram construídos pelo oeste e sul da Ásia

Mapa agrícola do Oriente Médio

Outro canal que foi criado foi do Sinai, no Egito, Palestina e Jordânia. A construção deveria ser iniciada em 1940, mas por causa da Segunda Guerra Mundial foi cancelada. Com o fim da guerra, os planos de construí-lo retornaram, já que o canal era o único caminho para a irrigação naquela região. Em 1947 foi criada a partilha da ONU para a criação do Estado de Israel na Palestina. Em 1948 ele foi criado, mas no mesmo ano rompeu a Guerra Árabe Israelense que terminou em 1949, e Israel tomou grande parte da Palestina. Isso complicou para a construção do canal do Sinai, o governo egípcio não queria construí-lo por causa de Israel. O governo da Jordânia tentou convencer o governo do Egito a investir no canal, mas recusou, por causa de Israel ter tomado terras da Palestina. Mas mesmo assim planejam em construir o canal e recuperar as terras palestinas. A Jordânia teve que importar água da Arábia Saudita pelo aqueduto entre os países. Quanto a Israel, planejou conduzir a água do mar da Galileia para irrigar o deserto do Neguebe. Em 1967, o país tomou a Palestina, as Colinas de Golã da Síria e parte da península do Sinai no Egito, que ficou conhecida como A guerra dos seis dias. O plano israelense era tentar adquirir água do rio Nilo, o que não deu certo. Com o passar dos anos, o mar da Galileia teve seu nível diminuído por causa da exploração de água para a irrigação, comprometendo a agricultura em Israel. Em 1979, a Grandirsvânia apresentou um plano para resolver a rivalidade entre Israel, Palestina, Egito, Jordânia e Síria. Israel deveria deixar a Palestina livre e ceder parte das Colinas de Golã da Síria, pagar indenizações as pessoas que sofreram com a guerra e situar Jerusalém como cidade única entre Israel e Palestina. Em troca, Israel teria parte da península do Sinai e receberia água do rio Nilo. Em 1979, Israel, Egito, Jordânia e Síria entraram em acordo, mas os países árabes continuaram rivais com Israel. Em 1982 iniciaram-se as obras do canal do Sinai entre Egito, Israel e Jordânia, sendo concluído em 1988, desviando o braço leste do rio Nilo ao mar Morto.


Na Índia, os projetos de irrigação foram desenvolvidos em 1927 para irrigar o deserto de Thar e outras áreas secas no Paquistão que na época não existia e fazia parte da Índia Britânica. Foram criados também os aquedutos para conduzir água dos rios Brahmani, Mahanadi, Godavari, Krishna, Tapi e Narmada.  Em 1936, o governo indiano britânico iniciou as obras dos canais e dos aquedutos. Nos anos 1940 foram construídos mais canais, parte dos aquedutos e outros pequenos canais na Índia Britânica, e no mesmo ano, os aquedutos foram inaugurados e conduziram água ao deserto de Thar.

Com o passar das décadas, vários canais e aquedutos foram construídos pela Índia e Paquistão, expandindo a agricultura.

Mapa agrícola do Sul da Ásia


Austrália 

Durante milhares de anos, maior parte da Austrália foi deserta e com pouca água do leste ao oeste do país, mas com uma flora e fauna com enormes variedades de animais, mamíferos, répteis, peixes e outros. E também o povo aborígene, que habita o país há milhares de anos. Na segunda metade do século XIX, o governo australiano britânico pretendia irrigar as áreas secas nas colônias de Vitória, Nova Gales do Sul e Austrália Meridional, mas poucos canais foram construídos. Em 1923, os australianos conheceram a tecnologia da irrigação moderna do Brasil e Estados Unidos, e um anos depois iniciaram o projeto de irrigação de aquedutos e canais nas extensas regiões secas da Austrália. Um dos canais que foram criados foi de Darmur (Darling e Murray) que são os principais rios que ligariam o sudeste ao nordeste do país, e também o canal Centro Sul.  Em 1926 iniciou-se a construção do canal de Darmur no sentido norte sul, mas a obra sofreu algumas barreiras em 1929 com a queda da bolsa de Nova York. Em 1935, o canal foi concluído e as águas dos rios Darling e Murray foram desviadas no canal e chegaram no golfo da Carpentária. Em 1938, iniciaram-se as construções dos primeiros aquedutos e o canal Centro Sul em pleno semiárido australiano. Em 1944, os primeiros aquedutos entre os estados de Queensland e Nova Gales do Sul foram concluídos, e em 1947 o canal Centro Sul foi concluído. Com o passar do tempo, vários aquedutos e canais foram construídos pela Austrália até os anos 1960. O último aqueduto e canal a ser construído foram do Cabo York no nordeste da Austrália de 1979 a 1985 para fazer o desvio do rio Fly na Papua Nova Guiné a central de bombeamento onde termina o canal de Darmur, aumento o volume de água para a irrigação.

Mapa agrícola da Austrália.

Quando chegaram os anos 1990, todas as regiões secas do mundo estavam irrigadas, vários aquedutos e canais foram construídos e expandiram a agricultura, pecuária e meio ambiente. Florestas de eucaliptos foram plantadas para recuperar as áreas desmatadas pelo mundo, uma superabundância de água doce se expandiu, melhorando a vida de milhões de pessoas e animais, e diminuiu o aquecimento global. Atualmente, os países do norte da África, Arábia Saudita, Cazaquistão e Austrália pretendem plantar mais árvores de eucaliptos em suas áreas poucos povoadas.

Mapa agrícola do mundo.

Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes. Isaías 44:03.


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Pix: 033 064 281 24. Jonas Alexandre Xerém da Silva.











 


 





















































 

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